Flávia Bitar compõe mesa em diálogo sobre prevenção à violência doméstica contra a mulher – Câmara Municipal de Vinhedo
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Flávia Bitar compõe mesa em diálogo sobre prevenção à violência doméstica contra a mulher

Animais deverão ser registrados em órgão municipal responsável ou em estabelecimentos veterinários credenciados

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Na manhã desta terça, 26, foi realizado no auditório do Ceprovi um diálogo sobre prevenção à violência doméstica contra a mulher, no qual a vereadora Flávia Bitar compôs a mesa. A palestra foi promovida pela Prefeitura de Vinhedo em parceria com a Secretaria de Saúde, e ministrada pela promotora do Ministério Público do Estado de São Paulo, Fabiola Sucasas Negrão Covas.

Além de Flávia Bitar e da promotora, compôs a mesa o prefeito Jaime Cruz, a vice-prefeita e secretária de assistência social Claudinéia Vendemiatti Serafim, o secretário de Saúde Flávio Moreira e o secretário de Segurança Osmir Cruz.

Também prestigiaram o encontro o presidente da Câmara, Edu Gelmi (MDB), e os vereadores Carlos Florentino (PV), Geraldinho Cangussú (PV) e Valdir Barreto (PSOL).

Ao se pronunciar na abertura do diálogo, Flávia Bitar, autora do projeto que recentemente criou a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara, órgão do Legislativo específico para tratar de assuntos voltados à mulher e receber denúncias de abusos, como a violência doméstica, agradeceu a Secretaria de Saúde por apoiar seu projeto e convocou os presentes a se juntarem a causa de combate à violência contra a mulher. “Agradeço a Secretaria de Saúde por ter abraçado nosso projeto, assim como a todos os membros da mesa e mulheres que hoje prestigiam esse encontro. Espero que todos saiam daqui se sentindo estimulados a se juntar à nossa causa”.

A promotora do Ministério Público do Estado de São Paulo, Fabiola Sucasas Negrão Covas, discursou aos servidores públicos municipais sobre a importância de fortalecer e empoderar todas as mulheres que passam ou passaram por qualquer tipo de violência, física ou psicológica.

De acordo com a Secretaria de Saúde, em Vinhedo, 65% das vítimas que sofreram violência em 2018 são do sexo feminino e em 27% dos casos o agressor é o ex-cônjuge.

“Eu sempre trabalhei com esta temática, mas houve uma grande diferença após a Lei Maria da Penha”, destacou Fabíola. A Lei Maria da Penha foi criada em 7 de agosto de 2006 e cria mecanismos para coibir a violência doméstica e contra a mulher.

Os dados apontados pela promotora são reveladores quanto à necessidade de campanhas e meios de se combater a violência doméstica contra a mulher. No Brasil, três em cada cinco mulheres jovens já sofreram violência em seus relacionamentos; a cada 6,3 segundos uma mulher é vítima de ameaça; a cada 6,6 segundos uma mulher é vítima de ameaça com faca ou arma de fogo; a cada 6,9 segundos uma mulher é vítima de perseguição; a cada 22,5 uma mulher é vítima de espancamento ou tentativa de estrangulamento; e 527.000 pessoas são estupradas por ano no Brasil, sendo que apenas cerca de 10% dos casos são reportados à polícia. Nosso país é o quinto no mundo que mais mata mulheres.

As formas de assistir a mulher vítima de abusos são prestar acolhimento, promover o atendimento especializado e continuado às vítimas de violência, articular meios para inserir a mulher no mercado de trabalho e em programas de capacitação, garantir acesso a programas de educação formal e não formal, propiciar meios para obter apoio jurídico, promover estratégias de acesso à moradia, e estratégias de inclusão das mulheres a abrigo sigiloso, quando for o caso.

É possível reconhecer sinais de que um relacionamento pode se tornar abusivo, como o comportamento controlador, o rápido envolvimento amoroso, expectativas irrealistas em relação à parceira, hipersensibilidade e insultamento fácil, crueldade com animais e crianças, abuso verbal e humilhação pela incapacidade, e repetição de abusos já sofridos no passado.

A relação entre violência doméstica e contra animais é tamanha, que, de acordo com dados apresentados pela promotora, 71% das mulheres que foram vítimas de violência doméstica e que tinham animais de estimação estes também foram maltratados.

“A crueldade contra animais é um sinal claro de que o parceiro poderá praticar a violência também contra a mulher. Em ambos os casos, na violência contra animais ou contra a mulher, o agressor se aproveita da situação de fragilidade da vítima perante si para cometer o crime”, enfatizou Flávia Bitar.

Em relação à Procuradoria da Mulher na Câmara, a vereadora informou que sua primeira ação será a confecção de material de educação, feito pela presidência do Legislativo, para ser distribuídos nas escolas da rede municipal.


Fonte: Gabinete da vereadora Flávia Bitar (PDT)

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