Edu Gelmi explica que falta de água em Vinhedo decorre de erro em planejamento e investimento – Câmara Municipal de Vinhedo
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Edu Gelmi explica que falta de água em Vinhedo decorre de erro em planejamento e investimento

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Em seu discurso pela 106ª Sessão Ordinária, o presidente Edu Gelmi (MDB) lamentou a falta de água no município e destacou que a situação é consequência de erros em planejamento e investimentos na cidade. Segundo o vereador, a Estação de Tratamento de Água instalada na região do São Joaquim, a ETA 3, é prova do investimento errado do Executivo.

“Eu disse que iria faltar água, mas infelizmente aconteceu ainda mais rápido do que imaginei”, iniciou o presidente da Casa, em referência ao ocorrido no fim de semana de 17 e 18 de agosto, quando vários pontos de Vinhedo ficaram sem água.

Edu Gelmi explicou que a construção da ETA 3 foi licitada em R$ 6 milhões, mas a obra acabou custando aos cofres públicos R$ 13 milhões. “E o pior, é que ficou pronta já há alguns anos e até hoje não funciona”, completou.

A necessidade de troca dos hidrômetros foi outro exemplo dado pelo vereador, que considera necessário planejamento e investimento para esta ação. “Quando o hidrômetro passa de cinco anos de uso, pode começar a marcar menos – e isso é ruim. É ruim para o município, que perde faturamento e é ruim também para o cidadão, que fica com uma falsa ideia de consumo e depois, quando o hidrômetro é trocado, se assusta com a medição corrigida”, explicou Edu Gelmi.

Da tribuna, o parlamentar fez questão de ressaltar que as críticas feitas ao Executivo e à Sanebavi tem objetivo construtivo. “Falamos de maneira construtiva, mas infelizmente o Executivo não aproveita”, lamentou o vereador.

Propondo soluções

Além das críticas construtivas, o presidente Edu Gelmi fez questão de propor solução para a situação. Durante a Sessão, o vereador explicou que o Executivo não precisa onerar os cofres públicos com custos de fiscais para reduzir o consumo e garantir o fornecimento à população; basta calcular fatores como outorga, capacidade de tratamento e fazer o controle por meio da análise de consumo na conta de água do cidadão.

Entretanto, para que isso aconteça, o parlamentar reiterou que é necessária organização e prévio aviso aos moradores, para que todos possam se organizar e colaborar. “Não precisa ficar gastando com fiscal seja em bairros ou em condomínios. Dá para fazer um controle efetivo da água analisando as contas e as médias de consumo”, explicou Edu Gelmi.

A sugestão apresentada pelo vereador é que a Sanebavi calcule o percentual de economia que deve ser obtido tendo por base a outorga normal e a reduzida para períodos de estiagem. Com estes dados e a devida publicação da normativa legalizando a medida, a autarquia poderá fiscalizar o consumo pelo resultado da medição da conta de água. “Tem como fazer, mas precisa tomar a decisão e, antes, precisa avisar a população”, alertou Edu Gelmi.

Segundo o parlamentar, em época de estiagem a outorga de água é reduzida, podendo chegar a metade do volume autorizado para períodos ‘normais’. “O resultado disso é que, quando o volume permitido à ETA 1 é reduzido, não tem como mandar água para a região da Capela, que sofre por não ter capacidade para tratar o volume necessário de água”, finalizou Edu Gelmi.


Fonte: Gabinete da Presidência | Vereador Edu Gelmi (MDB)

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