Câmara Municipal de Vinhedo

Vereador Carlos Florentino alerta para prejuízos ao trabalhador se Reforma da Previdência for aprovada

Fotografia: vereador Carlos Florentino na tribuna

O vereador Carlos Florentino (PV) usou seu tempo na tribuna para alertar sobre os prejuízos para os trabalhadores diante dos atuais termos da Reforma da Previdência. O primeiro secretário do Legislativo lamentou que professores e trabalhadores rurais, deficientes e pessoas de baixa renda sejam desmerecidos, além de criticar a falta de previsões para a situação das guardas municipais na Proposta de Emenda Constitucional – PEC 06/2019.

O parlamentar exemplificou a piora nas condições para diversas classes trabalhadoras: “Querem aumentar cinco anos de trabalho para os professores! Alguém tem ideia do que é um professor dando aula em uma classe cheia de crianças? Atualmente a Lei exige apenas 25 anos de magistério para a aposentadoria, independente da idade. Com a mudança, o professor só poderia se aposentar com 60 anos ou mais. de brincadeira”, alerta.

Outro destaque do pronunciamento foi a situação da mulher no campo. “Também querem aumentar cinco anos de trabalho para a mulher que trabalha no campo. Será que eles sabem o que é trabalhar na roça? Precisava dar uma enxada e mandar ficarem lá uns dias, trabalhando, para ver o quanto suportam”, sugere.

Com a nova proposta, trabalhadoras e trabalhadores rurais terão que contribuir com um valor mínimo de R$ 600 ao ano para a previdência.

“A previdência deixará de ser social, redistributiva e de combate às desigualdades e passará a ser tratada como questão meramente financeira para atender as exigências do mercado. O projeto prejudica os agricultores com mais tempo de serviço, e prevê a cobrança mensal por membro da família por carnê para a Previdência”, lamentável, não podemos admitir um absurdo desse.

Os benefícios assistenciais, conhecido também como LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social), são objeto de grandes mudanças. Neste caso, os titulares deste benefício passariam a receber o valor de R$ 1.000,00 (mil reais). Assim, o LOAS para a pessoa deficiente deixaria de ter uma correlação com o salário mínimo, podendo inclusive ficar até menor que este quando o salário mínimo for atualizado.

Com a mudança, embora exista a possibilidade da pessoa já começar a receber uma ajuda do governo a partir dos 60 anos, no valor de R$ 400,00, este valor não estaria atrelado ao salário mínimo, apenas após completar 70 anos de idade, “como uma pessoa vai sobreviver com R$ 400,00 por mês”? lamenta, Florentino.

O primeiro secretário afirma que é necessária a Reforma da Previdência, mas pediu que o Governo Federal faça um projeto justo para o trabalhador brasileiro: “não podemos pagar pela má gestão do passado. Esse tipo de proposta é vergonhosa”, lamenta.

Concluindo seu pronunciamento, explicou que é necessária união para contestar a proposta no Congresso. “Todos temos que fazer nossa parte e cobrar os deputados da nossa base antes desse absurdo ser aprovado! Se baixarmos a cabeça agora, amanhã poderá ser tarde demais e esse será o maior golpe que o trabalhador brasileiro receberá”, encerra Carlos Florentino.

 


Fonte: Gabinete do vereador Carlos Florentino (PV)

 

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